quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Novembro

E se olharmos para a noite e dela não sair brilho
e das flores não saem cheiro
se as mãos não compõem nota
o silêncio dá lembrança
e o suspiro se vai nos ventos
que balançam as saias.

Que se calam as alfaias
e tudo vira vento
vento negro
negra insensatez
que cacheiam os versos
Nós de tricô se confundem com anéis
de opala e se racham com trovões e espadas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário