Quer ser o que foi
e talvez um pouco mais
lembra as épocas
e decora as datas
conta os anos como se obtesse resultados
Cala, fecha os braços, sorri, exclama
e sonha
Sonha
Sonha
Sonha com o que poderia ser
Mas não consegue encontrar a
a fúria em si
Fúria que corrói o peito
Quieto e calado esquece de sentir
conta as bravuras
canta - e conta - as mulheres
os lugares com ar de rei
e olha
e pensa
mas obedece, se encolhe e treme
limitado como a lei
e insiste como a sombra
e olha e pensa
e (quase) sente
deseja, anseia
confunde-se no devaneio de Califa
Mas sabe, lá dentro
que o continente é maior
e na verdade
só tem medo
E volta a sonhar
quem sabe?
Com o que poderia ser
ou ter sido...
Será?
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
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