sábado, 23 de janeiro de 2010

De repente...

De repente, não mais que de repente

A estrada se explodiu em flores

O palco virou azul

E meus pés em brasa

Saltitaram, criaram asas

Um sorriso

Uma trégua

Da guerra e da cruz

Ir em frente além da luz

Simplesmente ir em frente

Juntos, de mãos dadas

Com os pés em brasa

Asas.

E de repente, não mais que de repente

Num instante entre as explosões furiosas

Que alagavam minha sombra em pétalas

A noite se curvou de frio

E meus pés se fundiram na noite

A noite se derretera

O palco despetalou-se em cinzas

A luz progetou-se em um poste

As asas, em vaga-lume

E o sorriso em guerra e cruz

De repente, não mais que de repente.

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