De repente, não mais que de repente
A estrada se explodiu em flores
O palco virou azul
E meus pés em brasa
Saltitaram, criaram asas
Um sorriso
Uma trégua
Da guerra e da cruz
Ir em frente além da luz
Simplesmente ir em frente
Juntos, de mãos dadas
Com os pés em brasa
Asas.
E de repente, não mais que de repente
Num instante entre as explosões furiosas
Que alagavam minha sombra em pétalas
A noite se curvou de frio
E meus pés se fundiram na noite
A noite se derretera
O palco despetalou-se em cinzas
A luz progetou-se em um poste
As asas, em vaga-lume
E o sorriso em guerra e cruz
De repente, não mais que de repente.
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