E Deus? Morreu?
Ninguém me avisou.
Faltei ao seu enterro.
Faz tanto tempo!
A conversa já era outra.
Hoje só nos restam fragmentos.
Ideias, perguntas
De menina pequena
Moça-raposa.
Tantos sonhos e desencontros
Tantas palavras acumuladas no silêncio.
E o que fizemos?
Introduções sem finais.
Conversas tortas
Teatros tortos
beijos tortos
Discursos tortos.
E por que o deserto é tão lindo?
Porque guarda as estrelas.
E nós neste amanhecer besta
de estrelas artificiais.
Nos banquinhos da praça as borboletas voam.
E eu continuo residindo sobre as árvores élficas
Onde o ar para.
E Deus não veio.
Escorreu assim por entre os dedos
Só ficou o medo medonho na ponta do dedo.
No dedo que aponta o futuro
O destino em reticências
sábado, 10 de agosto de 2013
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Nem só por passar descansa o érebo ser que vagueia, mas como o ar que do insulto fugiu à mente, mente e perturba, e se engana em crenças e descrentes atos, no último ato partiu e se foi para onde eu não sei.
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