sábado, 10 de agosto de 2013

E Deus? Morreu?
Ninguém me avisou.
Faltei ao seu enterro.
Faz tanto tempo!
A conversa já era outra.
Hoje só nos restam fragmentos.
Ideias, perguntas
De menina pequena
Moça-raposa.

Tantos sonhos e desencontros
Tantas palavras acumuladas no silêncio.
E o que fizemos?
Introduções sem finais.

Conversas tortas
Teatros tortos
beijos tortos
Discursos tortos.

E por que o deserto é tão lindo?
Porque guarda as estrelas.
E nós neste amanhecer besta
de estrelas artificiais.

Nos banquinhos da praça as borboletas voam.
E eu continuo residindo sobre as árvores élficas
Onde o ar para.

E Deus não veio.
Escorreu assim por entre os dedos
Só ficou o medo medonho na ponta do dedo.
No dedo que aponta o futuro
O destino  em reticências


Um comentário:

  1. Nem só por passar descansa o érebo ser que vagueia, mas como o ar que do insulto fugiu à mente, mente e perturba, e se engana em crenças e descrentes atos, no último ato partiu e se foi para onde eu não sei.

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