sábado, 10 de agosto de 2013

Carrego dentro de mim a via láctea inteira
Que gravita,
Levita
pela força da vida.
E transcende em apenas uma estrela que brilha
num ponto da testa.
A partir disso carrego comigo o infinito
Não preciso do Tâmisa, do Sena ou do Tejo
Meu Capibaribe é o suficiente
para irrigar minhas venturas
e minha artéria pulsante.
Ancoro em suas águas para descansar
os sonhos
os meus que se confundem com aqueles cantados
pela mãe d'água.
Alimentada de seus segredos,
Ergo todo o sistema solar que carrego no ventre.
No seu espelho d'água enxergo o mundo inteiro em sua mais alta grandeza
Porque, como diz Caeiro
"eu sou do tamanho do que vejo
e não do tamanho da minha altura."

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