E os sinos se desdobram para quem?
E a pele está entranhada
de terra molhada
de terra preta e grossa
de pele de tronco
Tronco velho que se adentra
nas façanhas da água escura
doce e velha
e oleosa
que escorre
que lava
deliciosa
os mistérios do meu batuque
Céu que invade azul
nas águas do trovão
Trovão vermelho da folhagem velha - glab glab
do ruído shhhhhiiii
do vento que sopra …
palavras do silêncio - chacoalha os cabelos -
dos cílios violentos
dos sabores que lavam a boca do rio
feito chupada de linchia
e se cola num colar sem fio
e termina amargo
na madrugada da pupunha
céu seco de uma terra sem sal.
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