Quando os dedos grossos do Destino te sugar
Quando Deus disser que te deu e tu nada recebeste
Quando precisares sentir o que é teu
Quando a sensação de chão desaparecer
E resultar em uma enchente em teus olhos
Quando olhares para trás e tua sombra não encontrás
Quando quiseres voar e tuas asas falharem
Quando tiveres vontade de cuspir em teu nome
Quando tua mão perder o tato
Quando tuas pernas perderem os passos
Quando a tarde cair pesada
Quando a aurora surgir cinzenta
Quando teu peito te sufocar, apertando-te toda a existência
Quando um grito surgir mas não soltar
Quando teu pensamento te arranhar
Quando tua des-existência vir abrigar-te inteira
Saiba, amiga,
Descerei do céu – ou de qualquer outro lugar
E guiarei teu barco
Carregar-te-ei gruta adentro em meu colo
Enxugar-te-ei a dor com minhas palavras
E te levarei de volta para casa, ou para qualquer outro lugar
Segura, eninhada
Tranqüilizarei teu silêncio
E beijarei teus gritos
Papel de amigo
Papel de mãe.
quinta-feira, 11 de março de 2010
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Essas letras ganharam vida quando minha filha pediu para eu não ir trabalhar e chorou. Como mãe, perguntei o que tinha acontecido durante o dia para ela está tão triste. E na escola? Ela fez bico e disse: você não foi me buscar. Cecília, bela Cecília tem apenas dois anos.
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